Mané-mago

Interessante que os besouros são os seres pluricelulares com maior diversidade de espécies na Terra e o motivo: De acordo com o humano Max Barclay, “Eles dividiram o mundo em pequenas partes para se especializaram em diferentes tarefas, conseguindo coexistir sem entrarem em competição”.

Aqui em casa demorei a entender porque os manés-magros (que não são besouros, mas serve igualmente) não fugiam nem tinha reações desesperadas como outros bichinhos têm ao nos ver chegar perto ou cutucá-los. “Por que vocês não se defendem?”

Achava eles lerdos, bobos. Agora penso que eles não têm ânsia de competir com ninguém. Competir não está dentro do vocabulário curto e bem-resolvido, absoluto, de nascer, se amontoar em cima dos pedar-de-pau, picotar as folhas de todo tipo de planta, fazer cocôs cilíndricos amarelos-queimado simetricamente ajustados pela independente cloaca — que age indiferente à expressão assustada da cabeça — e servirem de dindins crocantes, saquinhos fáceis e suculentos de proteína para a anuarada, pardais, sabiazinhos e os filhotes dissos. E de imaginar o céu desde a copa das juremas. E de responder o olhar julgador de um gigante bobo: “Besta é tu!”

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